Desafio C7
x + y = 10 e xy = 21. Quanto vale x² + y²?
O olho quer elevar os dois lados ao quadrado e encerrar: , logo . Mas elevar uma soma ao quadrado não é elevar as partes dela. quer dizer , e esse produto se abre em quatro termos, não em dois:
Agora olhe o que o problema já te deu. Deu o lado esquerdo — — e deu o meio, , então os dois termos que sobram valem . Subtraia exatamente o que o quadrado acrescentou:
Repare no que nunca aconteceu: você nunca achou nem . Aqui daria para achar — “dois números com soma e produto ” é a caçada do M2, e ela devolve e , dando . Mesma resposta, caminho mais longo. Troque o produto para e esse caminho fecha: não existe par bonito, e são , e a rota de uma linha continua dizendo sem piscar.
O que isso esconde
A armadilha não é descuido — é uma regra de verdade disparando fora de hora. A multiplicação de fato se distribui sobre a soma, então “elevo cada parte ao quadrado” parece o mesmo movimento. Não é: elevar ao quadrado é um produto de dois parênteses, e cada termo do primeiro encontra cada termo do segundo. As duas células do meio são toda a diferença entre e , e só são invisíveis porque o atalho nunca as desenha.
A ideia que se leva é maior do que a identidade. é simétrica — troque por e nada muda — e toda combinação simétrica de duas incógnitas pode ser montada só com a soma e o produto delas. Então, quando um problema te entrega e e pede algo simétrico, não está faltando informação: aquilo é a caixa de ferramentas inteira. Não isole nem ; monte a resposta com os dois números que você recebeu.
Veja os retângulos que faltam existirem. Carregue a opção — um quadrado, a mesma forma de — e conte as células: um , uma constante e duas faixas centrais que o atalho de “elevar cada parte” joga fora.